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A “inteligência artificial” como um fator de risco para o futuro da advocacia.

October 16, 2018

O mundo está em plena revolução industrial, a "Revolução 4.0”, nesse contexto, um dos tema que requer maior atenção por parte dos diversos profissionais - destacando aqui os operadores do direito - é a "inteligência artificial". 

 

A "IA", sigla utilizada em português para se fazer menção a esse ramo da informática que, em síntese, visa criar “máquinas pensantes”, será aqui versada em uma perspectiva de "fator de risco", conforme linguagem específica do processo de Gerenciamento de Riscos, possibilitando a avaliação da propensão desse evento em materializar-se como risco para o advogado.

 

O Manual de Gestão de Riscos Jurídicos, da Risk Tecnologia - elaborado com base na (ISO) 31000:2018, que trata das Diretrizes para a Gestão de Risco, define o Gerenciamento de Risco como ferramenta integrante da boa prática de negócios e da gestão da qualidade, pois identifica potenciais variações daquilo que se planeja, propicia uma vantagem tática de mercado, e ainda, possibilita reconhecer oportunidades de melhoria de desempenho, o que indica que essa ferramenta deve ser aplicada a todas as decisões da organização.

 

O Gerenciamento de Risco, um dos pilares do Compliance, age no sentido de analisar o “fator de risco” que, consoante assinalado no COMPLIANCE RISK ASSESSMENT EM 8 PASSOS, publicado pela Legal Ethics Compliance, se define por evento que pode desencadear a materialização de um risco, e também, atua no sentido de promover uma resposta ao “risco”, o qual representa uma ameaça que pode afetar os valores econômicos, reputacionais, legais, mercadológicos e operacionais de uma organização.

 

Nessa conjuntura, analisando os sistemas “inteligentes” como “fator de risco”, nota-se uma reverberação no meio jurídico, diante da interpretação de que há a possibilidade de substituição do homem pela máquina, considerando que esta possui uma vultosa capacidade de aplicação de regras lógicas, reconhecimento de padrões, aprendizagem a partir de erros, dentre outros, não sopesando que se trata de mera reprodução do conteúdo intelectual produzido pela humanidade.

 

Não obstante, é admissível a inquietação que o enunciado ocasiona, visto que imaginar o poder da computação cognitiva (a exemplo do sistema Watson, software da IBM), a qual é capaz de realizar por meio do computador, ou até mesmo por intermédio de robôs, a exemplo do "Ross" desenvolvido pela Universidade de Toronto, a integração de processadores para gerar hipóteses, juntar evidencias e analisar dados, por meio de diversas fontes, tais como leis, dicionários, decisões, além do uso de ontologias e taxonomias, coloca, no mínimo, o meio jurídico numa postura de reexaminar o comportamento profissional da área.

 

Contudo, reafirme-se que os adventos dessa “Quarta Revolução Industrial” são resultados da capacidade humana de criação e, tão somente, com o intuito do aprimoramento e potencialização das atividades profissionais que o ser humano vem desenvolvendo ao longo da sua trajetória histórica, econômica e social, de forma a evitar uma sobrecarga de trabalho, logo,“a IA” (criatura) precisa ser reposicionada em nível hierárquico de subordinação ao homem (criador).

 

Nesse seguimento, é possível concluir que todo esse atarefamento acarretado pelo homo sapiens é desnecessário, quando avaliada a sua capacidade infinita de criação, portanto, não sendo plausível que o ser humano se limite a reprodução de tarefas, muitas vezes mecânicas, o que torna necessário consignar que, em temos de repetição de padrões, a máquina é insuperável pois a mente humana fadiga enquanto a máquina não.  

 

Assim, considerando as reflexões apresentadas até aqui é possível captar que o enunciado desta obra apresenta, em verdade, a seguinte dualidade: a infinita capacidade humana de criação x a invencibilidade operacional da máquina.

 

Respectivamente, é possível revelar uma oportunidade e um risco elevado, conforme compreendido por Klaus Schwab, economista alemão, mais conhecido como fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial e autor do livro "A Quarta Revolução Industrial", publicado em 2016, que compreende que as mudanças serão muito profundas e, na perspectiva da história da humanidade, será perceptível que nunca houve um momento tão promissor ou perigoso.

 

         Destarte, afirmando-se que nenhuma máquina será capaz de substituir com louvor as relações humanas, pois o ser humano é um ser social (Marx) que influencia o outro e está suscetível à influência, uma possível resposta a esse risco seria, por exemplo, o jurídico atuar numa sinergia junto aos seus clientes, entendendo o seu negócio, promovendo a prevenção de riscos no empreendimento do cliente, e, não somente o saneamento, mostrando que a preocupação não é apenas na conquista da causa do seu comitente, mas na prevenção dos litígios judiciais, o que evitaria os desgastes que decorrem destes processos. 

 

Finalmente, numa perspectiva otimista, o futuro da advocacia pertencerá ao advogado que se propuser a perseguir a excelência na prestação dos serviços, por meio da implementação da gestão jurídica, oferecendo um serviço altamente personalizado e especializado, elevando o nível dos seus serviços para tornar a profissão de advogado a principal possibilidade de representação dos legítimos interesses das pessoas e instituições, tornando-se peça essencial no exercício do jus postulandi, efetivando-se como o principal fundamento para a democracia no poder judiciário, tornando-se, portanto, indissociável do seu cliente.     

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