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September 2, 2019

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Departamento jurídico. Como utilizar a Inteligência Artificial para reduzir os custos e dores de cabeça na contratação de terceiros?

A grande maioria dos departamentos jurídicos terceirizam seus processos do contencioso ou consultivo, seja por não ter estrutura necessária para tomar conta de todos os processos ou outros motivos de cunho estratégico da companhia.

 

Segundo pesquisa realizada pela revista Análise Advocacia 500, o campeão de queixas dos departamentos jurídicos em relação aos escritórios terceirizados é o alto valor dos honorários cobrados, ele apresenta que 88% dos departamentos concordam totalmente ou em partes com a afirmação; a Administração deficiente fica em segundo lugar, apresentando que 62% dos departamentos concordam totalmente ou parcialmente com esta afirmação; podemos citar outras queixas como o retorno sobre o trabalho realizado (entrega dos relatórios), as falhas nas cobranças de despesas e outras tantas que não citarei neste momento, mas serão temas de outros artigos.

 

 

Pois bem, de outro lado, os escritórios também se queixam, mas de forma inversa, eles reclamam dos baixos valores pagos, da quantidade exagerada de relatórios, dos prazos muito longos para pagamento entre outros temas de constantes discussões e reclamações, entretanto, o que os escritórios terceirizados não percebem é que geralmente os preços, prazos e relatórios, já estavam previstos nos primeiros contratos dos serviços e eles concordaram expressamente com as exigências.

 

Em assonância a isto, alguns departamentos jurídicos que ajuízam ou recebem ações massificadas, investem um montante considerável no desenvolvimento de sistemas, manuais e protocolos para que os advogados terceirizados apresentem os dados necessários para que seu departamento possa apresentar dados fidedignos e com grau mínimo e necessário de qualidade para apresentar a sua diretoria e tomar as melhores decisões. É inegável, entretanto, que com o advento da inteligência artificial, este cenário pode mudar radicalmente, tanto em termos de custos, como de qualidade e precisão dos dados, claro que para determinados segmentos.

 

Para exemplificar, hoje, através da inteligência artificial, o departamento jurídico já pode se antecipar, mensurar os riscos, planejar as ações e executar medidas de contingenciamento antes mesmo de ser citado em determinada demanda. Startups enxergaram uma grande brecha tecnológica e de gestão nos escritórios e estão correndo forte em direção do mercado jurídico, dentre os benefícios que estão oferecendo, estão os já citados acima e outros tantos que visam reduzir custos e otimizar processos, seja através de realização de acordos, padronização e confecção de contratos e petições, monitoramento de produtividade, automatização no atendimento, automatização do marketing digital e CRM, Gestão de documentos, peticionamento automático e muitos outros.

 

Em específico para os Departamentos jurídicos e grandes bancas, já existe no Brasil, um robô chamado ELI, sigla em inglês para Enhanced Legal Inteligence ou Inteligência Legal Melhorada, da empresa TIKAL, que já está em operação com alguns produtos prontos, como restituição de Taxas da ANAC e Automação para processo de restituição do ICMS sobre as contas de energia. Porém, a empresa apresenta soluções sob medida com promessa de resolver problemas dos mais simples aos mais complexos.

 

Para isto, basta alguém ensiná-lo como fazer, através da inteligência artificial cognitiva.

 

Em suma, os departamentos jurídicos e grandes bancas de advogados, estão com a faca e o queijo na mão para otimizarem muito os seus processos, resultados e eficiência da companhia / banca; não há dúvidas que algumas bancas que não se atualizarem ou oferecerem um diferencial para seu cliente, serão substituídas e engolidas pela tecnologia; pois muitas das tarefas repetitivas que hoje são executadas por advogados, não terão mais valor comercial.

 

Sugiro fortemente que os escritórios invistam em gestão para encantar os clientes ao invés de reclamarem. Quando o cliente afirma que os valores pagos são altos, corra para fazer a lição de casa e diminuas seus custos, otimize os processos; se o cliente afirma que a sua gestão é ineficiente, não perca o “TIME” invista em conhecimento para profissionalizar a gestão de seu escritório.

 

Caso tenha alguma dúvida ou queira se aprofundar mais no tema Marketing jurídico, encaminhe um e-mail para pj@radardagestao.com.br que toda semana encaminho para o mailing, dicas, insights, e-books e respondo dúvidas sobre áreas e temas específicos.

 

Peronne Jorge Filho

Consultor especialista em Marketing e TI.

Na Radar - Gestão para Advogados.

 

 

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