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September 2, 2019

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Home office em escritórios e departamentos jurídicos - boa ideia?

Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar remotamente? E por que as empresas em geral ainda resistem tanto à ideia?

 

Obviamente o trabalho remoto não é para qualquer um, alguns cargos e funções necessitam da presença do colaborador na empresa, mas muitos tipos de serviços podem ser prestados de qualquer lugar. O trabalho de um advogado é um ótimo exemplo disso.

 

 

 

Hoje em dia temos advogados que atuam sozinhos e possuem escritórios em casa, mas e os advogados que trabalham em empresas? E os associados ou colaboradores de escritórios? Essa flexibilidade existe?

 

Atualmente não é difícil que em um departamento jurídico ou escritório encontremos 10 pessoas que trabalhem o dia todo juntas sem verdadeiramente interagir. E se é assim, porque precisam trabalhar no mesmo espaço físico?

 

Por que esses advogados não podem cumprir suas agendas de casa, ou de qualquer outro lugar, otimizar seu tempo para comparecerem às audiências, reuniões e eventualmente aproveitarem o tempo do deslocamento casa-trabalho para outras atividades?

 

E quais as vantagens para a empresa ou escritório ao adotar a prática do home office para seus colaboradores?

 

Segundo dados da Telework Research Network, as empresas com programas de home office diminuem em 20% seus custos imobiliários e percebem um ganho de produtividade dos colaboradores entre 20 e 60%.

Ainda como benefícios são apontados a satisfação dos colaboradores que reflete na produtividade, diminuição do absenteísmo, além da atração e retenção de talentos.

 

Com a economia do tempo de deslocamento entre casa e trabalho, o colaborador pode cuidar da saúde, passar mais tempo com a família e mesmo se especializar. Essa melhora na qualidade de vida e o aumento de estudos e especializações refletem no trabalho, profissionais mais felizes e atualizados representam indiretamente, mais ganho para a empresa.

 

E assim, temos que os programas de home office trazem muitos benefícios para empresa e colaborador, e então pergunta-se: por que as empresas não adotam o sistema?

 

Segundo a mesma pesquisa da Telework Research Network, as principais explicações são: o conservadorismo da direção da companhia (42%), o tipo de atividade (35%) e os problemas legais (28).

 

Pelo menos para este último item, há solução. Com a recente reforma trabalhista contamos com uma regulamentação mais completa na CLT sobre o trabalho remoto.

 

A CLT reservou um capitulo para tratar do tema e definiu questões sobre o regime de hora extra, art. 61, III, divisão de despesas entre empresa e colaborador para a implantação e manutenção do home office, além de regras para a legalização do regime, a definição detalhada das tarefas a serem executadas pelo colaborador em regime remoto, além da necessidade de treinamento.

 

E não se diga que a empresa poderá “perder o controle” sobre as atividades do trabalhador remoto, muito pelo contrário, com apoio tecnológico é mais fácil medir o tempo que o colaborador dedica ao trabalho, mas é na produtividade que se reflete a motivação do colaborador remoto.

 

Outras questões que são levantadas ao tratar desse tema, apontam as desvantagens desse modo de trabalho, e apontam algumas regras para adequar o dia a dia do colaborador ao trabalho em casa.

 

Nesse ponto diga-se como essencial: a colaboração da família, a disciplina pessoal do colaborador, e a auto motivação diante da distância entre o gestor e os subordinados são pontos chave para a adaptação do home office.

 

Há ainda como desvantagem a falta de interação com os demais colaboradores, do networking, da troca de ideias e até mesmo a percepção, por parte do colaborador, do reconhecimento de seu trabalho.

 

Nesse aspecto talvez seja maior a necessidade de maturidade profissional, do uso da tecnologia e da interação da equipe - o fato de não dividir o mesmo espaço físico não necessariamente afasta as pessoas.

 

Vivemos num mundo conectado 24 h por dia, com pessoas interagindo separadas por fronteiras e oceanos, dessa forma como dizer que o home office afasta as pessoas?

 

Por isso, para o sucesso na implantação de programas de home office devemos ter um planejamento detalhado, sistemas integrados, procedimentos e processos escritos e aplicados, lideres e colaboradores treinados e cientes de seus direitos e deveres.

 

Essa, aliás, é a base para o sucesso de qualquer empresa, seja com equipes internas ou externas, não é mesmo? A gestão, a padronização dos processos, o treinamento. O primeiro passo para o sucesso do programa de home office é a Gestão Estratégica. 

 

Vale dizer que o home office é uma tendência em vários segmentos e está em crescimento no Brasil.

 

Uma pesquisa chamada Home Office Brasil 2016, realizada com 325 empresas, de diferentes seguimentos e portes, concluiu que houve um aumento significativo de empresas interessadas em obter informações sobre a prática do home office, em comparação à mesma pesquisa realizada em 2014.

 

Além disso, concluiu-se que houve 50% de aumento de empresas que estão implantando programas de home office, 15%  de aumento entre as empresas que estudam fazê-lo e 28% de aumento de formalização da prática.

 

Temos tribunais brasileiros que implantaram o home office entre os servidores públicos, prática que já tem anos de aplicação, são eles: TST, desde 2012, TJSP E TJSC desde 2015, STF E STJ adotando a prática desde 2016, entre outros.

 

Assim, temos que o home office é uma tendência, diminui custos, aumenta a qualidade de vida e produtividade dos colaboradores, ajuda o meio ambiente e a mobilidade urbana. Ou seja, bem implantado, as desvantagens são dribladas e superadas.

 

E você? Quer saber como implantar home office para seus colaboradores com planejamento estratégico, gestão e ótimos resultados? Converse conosco!

 

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